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Deu na Tribuna: OAB lança campanha e pede ajuda ao eleitor

terça-feira, 12 de julho de 2016 às 06h50

Brasília - Confira reportagem do jornal Tribuna do Espírito Santo, sobre o lançamento do aplicativo “Contra o Caixa2”, ocorrido na manhã desta terça-feira (12), na sede da seccional, em Vitória.


O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, quer a ajuda dos eleitores para  combater o caixa dois nas eleições deste ano. A prática ocorre quando o candidato usa recursos financeiros não contabilizados em sua prestação de contas. O fim do financiamento privado de campanha é apontado no meio político como um incentivador do caixa dois. Para Lamachia, é importante a ajuda do cidadão: “Um candidato que divulgar gasto de R$ 1.000 e ostentar em sua campanha levantará suspeitas. Por isso, precisamos de um maior número de cidadãos como fiscalizadores dos candidatos. As prestações terão de ser feitas em no máximo 72 horas pela internet,   o eleitor poderá ter maior controle. Menos marketing, mais propostas.”


O presidente nacional da Ordem estará hoje na sede da seccional capixaba em um evento do Conselho Federal da OAB para o lançamento de um aplicativo de celular que irá receber denúncias sobre caixa dois, que, se consideradas procedentes, serão encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF). 


O evento, que começa às 10h30, também irá inaugurar as atividades do comitê de Combate à Corrupção Eleitoral no Estado, formado por membros da Comissão de Combate à Corrupção e à Impunidade da OAB-ES, a ONG Transparência Capixaba, a igreja Católica, a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) e o Conselho Regional de Contabilidade. 


O presidente da Comissão de Combate à Corrupção da OAB-ES, Vladimir Soares, disse que, após o lançamento, será feita uma agenda de atuação do comitê. “Amanhã (hoje), a Associação da Polícia Federal deverá também integrar o movimento”, frisou.


Também estará presente um dos autores da Lei da Ficha Limpa, o ex-juiz Márlon Reis. “O debate político não precisa ser carnavalesco. Com a proibição do financiamento privado, há o risco de que setores sintam a tentação de buscar vias ilegais de financiamento. Mas é preciso adverti-los de que neste ano o nível de transparência aumentou”, frisou.


Márlon disse que sairá vencedor quem tiver “mais atuação política, e não quem tem mais dinheiro”.

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