MP denuncia grampo ilegal em escritório de advocacia de SP
Brasília, 02/07/2007 – O Ministério Público de São Paulo denunciou dois policiais por obterem informações em um escritório de advocacia por meio de escutas telefônicas ilegais. Os "grampos" teriam sido colocados nos telefones celulares do escritório do advogado Roberto Podval. O MP paulista demonstrou que os denunciados enganaram a Justiça para obter autorização e grampear o telefone do escritório, o qual não estava incluído nas investigações comandada pela Polícia.
Na denúncia do Ministério Público consta que, para conseguir a autorização, os policiais alegaram que a linha telefônica pertencia a membros da organização criminosa "Primeiro Comando da Capital", o PCC. Porém, o número indicado para ser rastreado estava cadastrado em nome de “Advocacia Podval”, escritório que sequer foi mencionado nas investigações, conforme consta no documento elaborado pelo Ministério Público paulista.
"Os denunciados, deliberadamente, inseriram a linha telefônica com vistas a obter a interceptação das comunicações telefônicas através dela realizadas, com objetivos outros que não o de obter prova em investigação criminal", diz um dos trechos da denúncia do MP. O advogado Roberto Podval já relatou às autoridades competentes sobre o caso e chama a atenção para a falta de critérios na autorização dos grampos.
