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Conselheira federal do Pará analisa as mulheres no Poder

sexta-feira, 11 de março de 2005 às 07h40

Porto Alegre, 11/03/2005 - As estatísticas de participação das mulheres no poder já são favoráveis se comparadas com a realidade de alguns anos atrás, mas ainda são pequenas e não atendem à mobilização que se observa entre a categoria. A colocação foi feita pela presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, a conselheira federal pelo Pará, Maria Avelina Hesketh. Ela foi palestrante convidada a participar da Semana da Mulher Advogada, promovida pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul.

Ao abordar o tema "As mulheres no Poder", no auditório da Escola Superior de Advocacia (ESA), em Porto Alegre, Maria Avelina fez uma avaliação histórica de como foi o comportamento das mulheres nas suas lutas para chegar ao poder. "Esta trajetória registra muita dor e muitas reivindicações, mas também muitas vitórias", apontou. "No entanto, o resultado do acesso ao poder ainda é pequeno, sofrível e precário, especialmente se considerarmos que as mulheres significam 50% da sociedade", afirmou a conselheira.

Para ela, é preciso incentivar a participação feminina a buscar este acesso, até mesmo em função das gerações futuras. "As mulheres não devem apenas concorrer ao poder, mas dele participar por meio de cargos públicos e também das atividades empresariais, por exemplo", observa.

No campo da economia, a conselheira federal paraense destacou que a participação da mulher como força produtiva ainda está em plano inferior, pois as atividades "mais subalternas" são exercidas pelas mulheres. "Cerca de 78% das chamadas funções de segunda linha são exercidas por mulheres, que ainda recebem 60% dos salários que são pagos aos homens. Além disso, o empresariado é predominantemente masculino, com a força feminina participando na informalidade e nas atividades menos expressivas ou de menor relevância" destacou Maria Avelina.

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