OAB: segredo no processo sobre freira é retrocesso
Brasília, 21/02/2005 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, criticou hoje (21) duramente a decisão da Justiça do Estado do Pará de decretar segredo de Justiça no processo sobre o assassinato da missionária americana Dorothy Stang. “Essa decisão foi um desserviço e um retrocesso”, atacou o presidente da OAB durante reunião plenária do Conselho Federal da entidade, ao tomar conhecimento da decisão do juiz Lauro Alexandrino, da Comarca de Pacajá (PA), que cuida do inquérito.
O presidente nacional da OAB disse que as primeiras informações são de que o segredo de Justiça foi decretado após depoimento de um dos pistoleiros da freira ter sido preso, informando que um candidato a prefeito na região de Anapu ligado ao PT teria sido o mandante do crime. “Se o fato foi esse, só temos a lamentar, pois um processo dessa natureza, com a repercussão internacional que teve esse acontecimento, precisava ser o mais transparente possível”, acrescentou Busato.
Também o presidente da Seccional da OAB do Pará, Ophir Cavalcante Junior, e o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Edísio Souto, presentes à reunião do Conselho Federal da entidade, criticaram a decisão da Justiça paraense de decretar o segredo em relação ao inquérito envolvendo o assassinato de Dorothy Stang.
