OAB-PA diz que religiosa estava ameaçada de morte
Belém,13/02/2005 - Há pelo menos seis meses a regiliosa Dorothy Stang, de 73 anos, americana naturalizada brasileira assassinada na manhã deste sábado, no município de Anapur, 600 km a oeste de Belém (PA), vinha sofrendo ameaças de morte. Essas ameaças foram levadas a conhecimento da Secretaria de Segurança Pública do Pará, segundo a Seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Irmã Dorothy atuava também junto à Comissão Pastoral da Terra (CPT). A freira trabalhava há mais de oito anos com as comunidades e movimentos sociais na região da Rodovia Transamazônica para incentivar o desenvolvimento sustentável.
- Ela andava quilômetros e quilômetros no meio da mata ensinado as mulheres a cuidarem melhor dos seus filhos e a tirar o sustento da floresta sem destruí-la e, por isso, simboliza a resistência e exemplo de vida digna para as comunidades carentes da Transamazônica - contou a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Pará, Meire Cohen.
De acordo com a advogada, a morte de irmã Dorothy vai servir para que as entidades continuem lutando pelos direitos dos trabalhadores e em prol do meio ambiente.
- A morte dela não é uma intimidação, mas um encorajamento para continuarmos a luta para acabar com os predadores da floresta - afirmou a advogada.
No ano passado, Dorothy recebeu o prêmio "José Carlos Castro", criado pela OAB do Pará para homenagear os defensores dos direitos humanos no Estado.
