OAB quer Itamaraty no caso do brasileiro seqüestrado no Iraque
Brasília, 21/01/2005 - O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Edísio Simões Souto, cobrou hoje (21) a participação do governo brasileiro, por intermédio do Itamaraty, nas gestões para esclarecimento - e também para libertação - do seqüestro do engenheiro da construtora Norberto Odebrecht, ocorrido na manhã de quarta-feira última no Iraque. Ele afirmou que o órgão não concorda com os termos em que estão sendo conduzidas as negociações, a cargo apenas da construtora brasileira.
“Trata-se de um brasileiro e, portanto, deve ser questão de Estado resolver esse caso, em que é preciso o concurso da diplomacia brasileira”, observou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB. “Um cidadão brasileiro seqüestrado num país estrangeiro é uma questão do Estado e estranho, por isso, que ainda não tenha sido acionado o Itamaraty, o que deveria ter ocorrido imediatamente após as primeiras informações”, acrescentou. Edísio Souto disse ainda que o governo brasileiro não pode ficar omisso nesse caso.
O engenheiro da Odebrecht desaparecido no Iraque, cujo nome não foi divulgado pela empresa, teria sido levado numa emboscada preparada por um grupo rebelde na quarta-feira, em Beiji, no interior do Iraque, às 9h local (4h de Brasília). Na emboscada, morreram um britânico e um iraquiano que trabalhavam para a empresa de segurança Janusian. A Odebrecht anunciou no mesmo dia apenas o “desaparecimento e provável seqüestro” do funcionário, cujo nome tem mantido em sigilo. A edição de hoje do jornal norte-americano New York Times menciona o caso do brasileiro desaparecido no Iraque.
