Aristoteles acompanha primeiro dia da eleição em Moçambique
Maputo (Moçambique), 01/12/2004 - O vice-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Aristoteles Atheniense, que participa como observador das eleições presidenciais e parlamentares de Moçambique, acompanhou hoje (01) de manhã o presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, à sua sessão de votação, numa escola em Maputo. No primeiro dia das eleições, que terminam amanhã (02), ele acompanhou também o voto do candidato da Frelimo, Armando Guebuza, favorito à sucessão de Chissano segundo as pesquisas eleitorais. Ele votou na escola 3 de Fevereiro, na capital moçambicana.
“O país está calmo, embora ainda existam em seu solo milhares de minas colocadas pela guerra civil de mais de dez anos entre a Frelimo e a Renamo”, informou Aristoteles Atheniense, único brasileiro na equipe de observadores da comunidade da língua portuguesa. Entre os dez locais de votação que visitou hoje junto com outros observadores, ele esteve também a escola onde votou o líder da Renamo - partido da oposição e que tem o apoio da África do Sul -, Afonso Dhlakama. Embora nunca tenha chegado ao poder, Dhlakama está sempre presente no cenário político e é a principal voz da oposição de Moçambique.
Esta é a terceira eleição geral naquele país africano de língua portuguesa. Por meio do voto popular não-obrigatório, serão escolhidos o presidente da república e os parlamentares nacionais que irão compor a Assembléia da República. Desde 1992, quando foi assinado, em Roma, o Acordo Geral de Paz, pondo um fim aos 17 anos de guerra civil, o país é governado pelo presidente Joaquim Chissano, líder da Frente para Libertação de Moçambique - a famosa Frelimo.
A novidade desse pleito eleitoral é que agora há vários partidos políticos, oriundos das mais diversas correntes políticas e ideológicas - dos nanicos como o Partido Ecologista (PE) aos mais estabelecidos como a União Democrática - uma coligação que na primeira legislatura conseguiu 9 assentos no Parlamento. Mas a maior disputa política ainda se mantém em torno da Frelimo e da Renamo União Eleitoral (Resistência Nacional de Moçambique).
