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Bonavides: Pinochet era um feroz inimigo da democracia

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006 às 09h48

Brasília, 11/12/2006 - Um dos mais conceituados constitucionalistas do país e Medalha Rui Barbosa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - a mais alta comenda concedida pela entidade a um advogado - Paulo Bonavides Paulo Bonavides afirmou hoje (11) que a morte, neste domingo, do ex-presidente Augusto Pinochet levou o Chile a perder “uma de suas personalidades mais negativas tocante ao desenvolvimento das instituições democráticas naquele país”. Para o jurista, Pinochet sempre representou, desde a sua traição ao presidente Salvador Allende, um pólo de agregação das forças mais retrógradas do continente em matéria social. “Cai pela morte um dos mais ferozes inimigos do sistema democrático da América Latina”.

- É momento de reflexão e de meditação para que quadros como aqueles que Pinochet instaurou na República irmã nunca mais se desenhem na história das repressões políticas da América Latina. Foi repressão violentíssima, que institucionalizou o terrorismo estatal e a tortura contra os que advogavam a causa da liberdade e da democracia - afirmou Paulo Bonavides. E acrescentou: “Neste momento, só temos que registrar esse acontecimento como uma ocasião de nunca mais consentirmos que a história reproduza um fenômeno humano de liderança tão hostil à evolução da causa liberal e da causa democrática no continente.”

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