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Bonavides: “Lula está sendo conduzido ao desastre político”

segunda-feira, 13 de junho de 2005 às 17h24

Brasília, 13/06/2005 – O renomado jurista e professor Paulo Bonavides – medalha Rui Barbosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – afirmou hoje (13) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prisioneiro, encarcerado por minorias deslegitimadas e que estão conduzindo o presidente da República ao desastre político. “Isso aconteceu em razão de o próprio presidente não ter tomado a enérgica decisão de confirmar uma política correspondente às suas promessas de campanha. Há uma contradição clara entre o que por ele foi prometido e o que vem sendo executado”.

A afirmação foi feita pelo jurista ao participar da sessão plenária da OAB, em Brasília. Na ocasião, Paulo Bonavides afirmou que se sente profundamente decepcionado com relação aos rumos tomados pelo governo atual. Ele esperava fidelidade à promessa do presidente Lula de mudança na política interna do País e na esfera econômica e acrescentou que só vê o não cumprimento de tudo o que estava previsto na plataforma da campanha presidencial.

“Nós não nos arredamos da política inspirada no neoliberalismo e na globalização. Seguimos na linha de continuidade da política anterior, até mesmo de forma mais aprofundada”, explicou o professor. “A política de juros é a mais palpável manifestação de que, neste mandato presidencial, não iremos nos afastar dessa política funesta”.

A política adotada pelo governo Lula compromete gravemente, na opinião de Bonavides, o desenvolvimento nacional. E afirmou que, sem desenvolvimento, não há futuro. “Assim vamos estabilizando a miséria do povo, a pobreza das massas. É a linha do empobrecimento, a linha da perpetuidade da miséria e do declínio”.

Com relação à crise política enfrentada pelo País e as denúncias de atos de corrupção envolvendo parlamentares, Paulo Bonavides afirmou que o sistema representativo no Brasil não está decadente, mas sim “putrefato”. “É a única conclusão que tiro dessa crise, pois há uma ampla degeneração da forma representativa, que se agravou com a crise que agora atravessamos”.

O único ponto elogiado pelo jurista nas diretrizes do governo atual é a política externa. “Essa é a linha em que, até agora, não podemos fazer reparos negativos, pois vejo o governo empenhado e realmente correspondendo às expectativas, sem compromissos com o alinhamento tradicional da América Latina para com os Estados Unidos, por exemplo”.

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