Simonetti recebe ouvidorias para avaliar políticas após diagnóstico do Fala Jovem Advocacia
Transformar diagnóstico em respostas institucionais passou a ser o eixo das discussões sobre o início da carreira jurídica no país. Com esse foco, o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, recebeu representantes da Ouvidoria-Geral e da Ouvidoria da Jovem Advocacia para analisar os resultados do Fala Jovem Advocacia, levantamento nacional voltado a profissionais com até cinco anos de inscrição.
Com a participação de 9.102 advogadas e advogados em início de carreira, de todos os estados brasileiros, o censo mapeia a realidade socioeconômica desse segmento e consolida dados que devem subsidiar a formulação de políticas institucionais. Para Simonetti, a escuta qualificada abre caminho para a construção de respostas estruturadas às demandas apresentadas. “Podemos, agora, articular com os especialistas envolvidos para estruturar um projeto institucional sólido, capaz de responder, de forma efetiva, às demandas reveladas pelo levantamento e fortalecer, de maneira contínua, a jovem advocacia brasileira”, afirmou.
Ao comentar os desdobramentos do estudo, o presidente destacou ainda o caráter estratégico da iniciativa. Segundo ele, o levantamento estabelece um canal direto entre o Conselho Federal e a jovem advocacia, ampliando o fluxo institucional de diálogo. “O que foi construído representa um avanço extraordinário — o estabelecimento de um canal direto entre o Conselho Federal da OAB e a Jovem Advocacia. Trata-se de uma aproximação inédita, que rompe uma lógica histórica em que o diálogo com esse público se dava majoritariamente no âmbito das seccionais”, disse.
A ouvidora-adjunta da Jovem Advocacia do CFOAB e coordenadora técnica do levantamento, Vitória Jovana da Silva Uchôa, ressaltou o compromisso institucional com as demandas apresentadas no Fala Jovem Advocacia. Ela afirmou que a participação das advogadas e dos advogados será efetivamente respondida, com formulação de políticas e encaminhamento de ações já em curso.
Vitória Jovana destacou ainda que a Ouvidoria da Jovem Advocacia, em articulação com a Comissão Nacional da Advocacia Jovem — presidida por Gabriela Tavares —, além de presidentes e membros das comissões jovens e das seccionais, atuará para acolher os pleitos apresentados e convertê-los em medidas concretas. “Muitas políticas serão implementadas, diversas ações já estão em andamento, e saibam que nós, da Ouvidoria e da Jovem Advocacia Nacional, estamos comprometidos em fazê-las acontecer”, frisou ao final do encontro.
Dividido em oito eixos, o documento final reúne informações sobre inscrição na OAB, dificuldades no início da carreira, acesso a cursos, barreiras de inclusão, remuneração, uso de tecnologia e desafios enfrentados por profissionais que atuam no interior, entre outros temas. Para o ouvidor-geral, Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, o levantamento representa a maior iniciativa já conduzida pela Ouvidoria Nacional. “Essa grande iniciativa da Ouvidoria Nacional da Jovem Advocacia trouxe um raio-x fiel e abrangente dos grandes desafios da Jovem Advocacia”, acrescentou.
Também participaram da reunião a secretária-executiva do CFOAB, Rose Morais; o diretor-tesoureiro da entidade, Délio Lins e Silva Júnior; e o conselheiro federal Alberto Simonetti Cabral Neto (AM).
Relatório final
Os dados do censo Fala Jovem Advocacia foram apresentados aos conselheiros federais da OAB durante a primeira sessão ordinária do Conselho Pleno de 2026, realizada nesta semana.