Presidente do Equador mantém fechada Suprema Corte

domingo, 17 de abril de 2005 às 07:10

Quito, Equador - 17/04/2005 - O presidente do Equador, coronel Lucio Gutiérrez, suspendeu neste sábado, à noite, o estado de emergência na área metropolitana de Quito, imposto por ele mesmo na noite de sexta-feira. O estado de emergência foi pedido para conter os protestos contra a atitude do presidente de dissolver a Suprema Corte de Justiça, mas foi ignorado por milhares de pessoas que pediram a renúncia de Gutiérrez nas ruas da cidade e restauração do tribunal. A dissolução da Suprema Corte, no entanto, foi mantida. Foi a segunda vez que o presidente fechou a Supreme Corte em cinco meses.

O presidente disse a jornalistas que suspendeu o estado de emergência porque "se conseguiu o objetivo fundamental que é o fechamento da Suprema Corte de Justiça".Gutierrez decretou, na noite de sexta-feira, a dissolução da Suprema Corte na tentativa de pôr um fim à crise política no Equador.O estado de emergência restringe os direitos civis de liberdade de expressão e de circulação,sob a justificativa de manter a ordem no país, e classifica a capital como zona de segurança. Com isso, as forças do governo ganharam o direito de fazer uso de qualquer recurso para manter a ordem.

Durante o sábado, milhares de equatorianos e líderes políticos de Quito, capital equatoriana, liderados pelo prefeito Paco Moncayo, pediram a renúncia do presidente Lucio Gutierrez, e condenaram a declaração do estado de emergência na capital.Os protestos contaram com a adesão do vice-presidente do Equador, Alfredo Palacio. Ele exigiu que Gutiérrez revogue o decreto que dissolveu a Suprema Corte, dizendo que "o país não o tolera" e que "posições ditatoriais são inaceitáveis".