Presidente do TRT-PB defende experiência de juiz na advocacia

terça-feira, 12 de abril de 2005 às 03:24

Brasília, 12/04/2005 - O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), juiz Afrânio Neves de Melo, afirmou hoje (12), logo após visita ao presidente nacional da OAB, Roberto Busato, que todo magistrado deveria ter de passar pelo menos cinco anos atuando como advogado. “Isso para ter a vivência, conhecer a luta diária desses profissionais. Assim, na hora de julgar, o magistrado teria o conhecimento da realidade do advogado, saberia entender melhor porque o advogado batalha tanto”.

A declaração foi dada por Afrânio Neves de Melo em defesa à manutenção do quinto constitucional da advocacia, classificado pelo magistrado como “um arejamento do Judiciário”. “A própria campanha contra o quinto constitucional que vem sendo desenvolvida pela minha associação, a Anamatra, é algo sem futuro”, afirmou Afrânio, que está em Brasília participando da reunião do Colégio de Presidentes de TRTs. “Não há razão em extinguir o quinto constitucional da advocacia. Não vejo inconveniente algum para a magistratura, ao contrário, só benefícios”.

O magistrado defende a adoção do controle externo do Judiciário por acreditar que ele propiciará maior transparência à administração dos Tribunais e ao trabalho dos juízes, sendo benéfico para a Justiça. “É um passo importante em termos de transparência. Não temos nada a temer, nada a esconder, logo, não vejo problema em sermos fiscalizados”, afirmou Afrânio Neves de Melo.

Com relação ao nepotismo, o presidente do TRT paraibano afirmou que pode falar de cátedra sobre o assunto, pois não possui um único parente trabalhando no Tribunal. Ele afirma ter sido sempre um combatente do nepotismo e classificou as campanhas deflagradas no Brasil com relação ao tema como “bastante acanhadas”. Na visita à Presidência da OAB, o presidente do TRT da Paraíba esteve acompanhado do presidente do TRT de Alagoas, juiz Pedro Inácio da Silva.