OAB da Bahia classifica de “nefasta” a prática do nepotismo
Brasília, 29/03/2005 - O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, Dinailton de Oliveira, classificou hoje (29) de “nefasta” a prática do nepotismo em todas as esferas de poder, seja no Executivo seja no Judiciário. Para Dinailton, a adoção do nepotismo sob o argumento de que o político ou a autoridade prefere contratar familiares por necessitar de pessoas de sua máxima confiança não tem qualquer fundamento.
“O grande malefício causado por esse tipo de prática, de empregar parentes na administração direta ou indireta, é o estabelecimento de privilégios, o que, numa democracia, merece o nosso completo repúdio”, afirmou Dinailton de Oliveira.
Na opinião do presidente da OAB baiana, em uma sociedade esclarecida como a brasileira, há profissionais bastante preparados e merecedores de confiança, altamente capazes de exercer cargos de confiança nos gabinetes de parlamentares e autoridades do Executivo. Logo, para Dinailton, a contratação de parentes sob o argumento de que são pessoas de confiança não pode ser justificativa para o nepotismo.
“A grande maioria do povo brasileiro pauta sua vida na ética e no profissionalismo, portanto, é injustificável a prática do nepotismo sob o argumento de que somente os familiares inspiram a confiança desejada”, afirmou Dinailton Oliveira.