OAB quer dados de inquérito sobre morte de advogado em GO
Brasília, 21/03/2005 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, encaminhou hoje (21) ofício ao governador de Goiás, Marconi Perillo, solicitando informações sobre as investigações do assassinato do advogado goiano Adalberto Teixeira da Silva, ocorrido em 22 de novembro de 2004. No documento, Busato diz estar ciente de que o inquérito policial fora instalado, mas afirma que, até a presente data, a OAB não recebeu qualquer notícia oficial do andamento das investigações.
“Solicito, pois, a V.Exª, empenho no sentido de que o órgão responsável seja acionado para ultimar o procedimento inquisitorial com agilidade e presteza, de modo a viabilizar a aplicação da Justiça e o oferecimento de uma resposta à família do advogado, aos seus pares e à própria comunidade onde militou por anos”, afirma o presidente da OAB, no documento. Cópia do ofício foi encaminhada também ao secretário de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás, Jônathas Silva.
Adalberto Teixeira da Silva foi morto aos 40 anos com quatro tiros à queima roupa em frente à sua casa, localizada no bairro de Santa Luzia, em Goianésia, a 166 quilômetros de Goiânia. Dois tiros atingiram seu maxilar e outros dois, o olho e a cabeça. O advogado militava nas áreas criminal e trabalhista, atuava como procurador da Câmara Municipal de Goianésia e ainda trabalhava na Rádio Sociedade Vera Cruz AM. À época do assassinato, a Polícia trabalhava com a suspeita de acerto de contas.
Segue a íntegra do ofício encaminhado pelo presidente nacional da OAB ao governador de Goiás:
“Senhor Governador.
Como é do conhecimento de V.Exª, no dia 22 de novembro de 2004, na cidade de Goianésia, Estado de Goiás, foi brutalmente assassinado o Advogado Adalberto Teixeira da Silva, inscrito na Seccional goiana sob o nº 10.817.
Sabe-se que o inquérito policial foi instaurado, mas até a presente data a OAB não tem notícias oficiais do andamento das investigações, o que muito interessa a esta Instituição, até mesmo porque o episódio, afora a violência que por certo provocou certa instabilidade e comoção social, vitimou profissional do Direito.
Solicito, pois, a V.Exª, empenho no sentido de que o órgão responsável seja acionado para ultimar o procedimento inquisitorial com agilidade e presteza, de modo a viabilizar a aplicação da Justiça e o oferecimento de uma resposta à família do Advogado, aos seus pares e à própria comunidade onde militou por anos.
No aguardo de suas providências, colho o ensejo para renovar a V.Exª os protestos de elevada estima e distinta consideração.
Atenciosamente,
Roberto Busato
Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil”