Nilmário debate na OAB direitos humanos no período ditatorial
Brasília, 02/12/2004 - O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, participa de mesa redonda que a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizará no próxima terça-feira (07), na sede da entidade, em Brasília. Outro participante da mesa já confirmado é o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Com o tema “Direitos Humanos: Visão Histórica do Período de Exceção”, o debate será realizado das 14h às 18h em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado mundialmente no próximo dia 10.
Segundo o presidente da Comissão, Edísio Souto, o objetivo do debate é reunir personalidades do Judiciário, governo, imprensa e representantes de entidades da sociedade civil para o resgate histórico dos acontecimentos e documentos relativos aos chamados “anos de chumbo”. Edísio Souto descartou declarações dadas por alguns militares por ocasião da divulgação de fotos atribuídas ao jornalista Vladimir Herzog, de que os que defendem a abertura dos arquivos da ditadura estão movidos pelo sentimento de revanchismo.
Já confirmaram presença também na mesa redonda de terça-feira o bispo da Diocese de Volta Redonda (RJ), Dom Waldir Calheiros, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); o jornalista Carlos Chagas, representando a Associação Brasileira de Imprensa (ABI); e o membro honorário vitalício e ex-presidente da OAB, Hermann Assis Baeta. A abertura dos trabalhos será feita pelo presidente nacional da OAB, Roberto Busato.
Segundo Edísio Souto, o que preocupa a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB ao debater a abertura dos arquivos da ditadura é o desejo de escrever a história brasileira. “E essa história só pode ser escrita por meio de depoimentos e pela abertura e leitura de arquivos e documentos daquele período”, afirmou Edísio. “É isso o que nos interessa e não qualquer tipo de retaliação”.