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Busato: caso Osmani lembra bandido travestido em advogado Alterar o tamanho da letra +A -A
Aracaju (SE), 27/07/2006 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, comparou hoje (27) a situação do advogado que se envolve com o crime organizado ao médico Osmani Ramos, que nos anos 80 foi parar na penitenciária e teve seu diploma cassado. "Isso aconteceu não por Osmani ser um médico antiético, mas por ser um bandido travestido de médico", lembrou. Busato advertiu em entrevista coletiva que a entidade está empenhada em extirpar do seus quadros os advogados que se juntam ao crime. "Eles são uma minoria barulhenta que está dando uma conotação muito ruim à grande maioria da advocacia brasileira, que é uma maioria silenciosa, ética, que vem cumprindo com sua função perante a sociedade", condenou ele.
Busato informou que a OAB vai discutir no próximo dia 6, numa reunião extraordinária de seu Conselho Federal, em Brasília, medidas para reforçar as punições a advogados que se envolvem com facções criminosas como o PCC. "A posição da Ordem é muito clara: hoje, não estamos mais lidando com o advogado antiético, com o advogado que cometeu deslizes junto à criminalidade, mas com o verdadeiro criminoso travestido de advogado", sustentou o presidente nacional da OAB. Em relação à revista de advogados que visitam seus clientes em prisões, questão discutida no Congresso Nacional, Roberto Busato defendeu que ela seja realizada pelo meio eletrônico, "exatamente como é feita a segurança nos aeroportos, nos prédios públicos e até mesmo nos tribunais, inclusive o Supremo Tribunal Federal". Ele citou o seu próprio exemplo durante a entrevista: "Como presidente da Ordem, sempre que vou ao STF passo por um arco eletrônico, sem qualquer tipo de constrangimento e tendo preservada, integralmente, a minha dignidade. Não diminui a minha dignidade o fato de eu passar por qualquer instrumento de controle moderno, científico". Ele destacou ainda que "a OAB nunca pediu qualquer tipo de privilégio neste sentido e nem qualquer tipo de salvo conduto para entrar em um prédio público, sem passar pelos controles de segurança, pois nos submetemos aos controles de segurança dos prédios públicos e dos presídios, em particular, com toda a tranqüilidade, desde que se preserve a nossa integridade e a nossa dignidade profissional". Mas ressalvou que defende a posição de que quem deve ser revistado é o preso, "antes e depois do contato com qualquer pessoa seja advogado, juiz, padre, policial, familiar ou guarda penitenciário." Fechar |
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